BCI contraria política de empregabilidade do Estado despedindo cerca de 800 trabalhadores.

O Banco de Comércio e Indústria despediu desde o segundo semestre de 2022, cerca de 800 trabalhadores, desde que passou para a esfera privada, contrariando, deste modo, a política do Estado angolano de empregabilidade, informou, recentemente, ao kietoeconomia, uma fonte segura.

A fonte acrescenta que, embora alguns tenham sido indemnizados, na sua maioria, foram forçados a aderir a rescisão do vínculo contratual por mútuo acordo porque não serviam os interesses do novo accionista. 

Como consequência, disse que, foram directamente “atirados” para o desemprego, não só os trabalhadores, como indirectamente, às pessoas que prestavam serviços domésticos a estes.

De acordo com a mesma fonte, perante esta situação, que se vê agravada pela escassez de ofertas no mercado de trabalho, apela-se ao bom senso que impera aos protagonistas desta acção, negativa e desumana, como "servidores do povo" perceberão, o quão penoso está a ser para todos os dispensados.

A nossa fonte que endereço uma carta a comissão interministerial e aos deputados à assembleia Nacional, salientou que, actualmente, haver de tudo entre os dispensados, nomeadamente, mortes, doenças graves, brigas nos lares a culminar em divórcios, entre outras questões candentes e poucas abonatórias para as respectivas famílias.

Recordou que, no pretérito mês de Janeiro do presente ano, foi efectuada, uma avaliação dos níveis de execução do programa de privatizações pela referida comissão acima mencionada e os parlamentares, pelo que, considerou a fonte, como importante, ao qual entende, que deveriam avaliar o impacto negativo por que passam os trabalhadores e respectivas familias das empresas já privatizadas. 

Toda essa malícia feita aos olhos das autoridades angolanas, que nem se quer, ousaram de ouvir o lamento de muitos trabalhadores que labutaram a mais de cinco anos neste Banco que antes era Pública e actualmente, passou para a esfera privada.

Vários clientes queixam-se de que, actualmente, a cedência de adiantamento de salário demora mais de um mês, contrariamente, ao tempo anterior quando era pública, durava apenas 48 horas, agora, se faz vários descontos sem explicações óbvias, com invenções de impostos que deixam os funcionários “cabisbaixo”, embora aceitam, por não ter outra opção.

A kietoeconomia contactou o apoio cliente do BCI para obter mais informações sobre o assunto, tendo enviado questões para o seu e-mail, fornecido na ocasião, a mais de uma semana, mas não teve sucessos.

SUGESTÃO E APELO 

Excelências,
Srs. Membros da Comissão Interministerial,
Srs. Deputados,
Queiram antes de mais aceitar os votos de muita saúde . 

Em Janeiro do presente ano, foi efectuada por V.Exas uma avaliação  dos níveis de execução do programa de privatizações.

Foi uma avaliação necessária e de grande importância. Porém, associada à  avaliação  do impacto financeiro para o estado,  seria de igual modo de extrema importância, avaliar o impacto negativo que até ao momento ocorre na vida das pessoas (trabalhadores e respectivas familias) das empresas já privatizadas. Sugerimos que  tomem como exemplo, os mais de 800 trabalhadores do BCI que, desde o segundo semestre do ano findo, vêm sendo mandados para o desemprego. 

Embora alguns tenham sido indemnizados,  na sua maioria foram forçados a aderir a rescisão do vinculo contratual por mútuo acordo, porque  não  serviam os interesses do novo accionista. Como consequência, foram directamente atirados para o desemprego não só os trabalhadores, como indirectamente  as pessoas que prestavam serviços domésticos a estes.

Perante esta situação, que se vê agravada pela escassez de ofertas no mercado de trabalho,  o bom senso que impera em V. Exas, como "servidores do povo" há de ajudá-los a perceber o  quão penoso está a ser para todos os dispensados.

Presentemente há de tudo entre os dispensados: (mortes, doenças graves, brigas nos lares a culminar em divórcios ...etc...)
De notar que desde o inicio do presente ano, todos os meses regista-se o falecimento de um ex- trabalhador do BCI. Trabalhadores, que deram o seu contributo com dedicação e zelo e hoje  lançados à sorte. 

Daí o nosso apelo para que a análise e/ou avaliação feita ou a fazer para futuras privatizações,  devem,  para além dos resultados financeiros para o estado, focar-se fundamentalmente na situação das pessoas das organizações a privatizar, pois são estas que geram os resultados.  
O processo de privatização não deve ser motivo de tormento, pânico, nem  causador de doenças e mortes  no seio dos trabalhdores destas empresas. 
Os trabalhadores merecem respeito, reconhecimento e valorização.

Realçamos que não somos contra as privatizações, mas é necessário que sejam salvaguardados os interesses dos trabalhadores que com desempenho zeloso e brio profissional asseguraram  o funcionamento destas empresas. É necessário preservar-se a dignidade do ser humano pois sem pessoas não existem empresas  e consequentemente não existirão  resultados.

Não entedemos como é possível falar-se tanto da criação de emprego e geração de postos de trabalho, quando no BCI continua a acontecer o oposto!!!

BCI contraria política de empregabilidade do Estado despedindo cerca de 800 trabalhadores

O Banco de Comércio e Indústria despediu desde o segundo semestre de 2022, cerca de 800 trabalhadores, desde que passou para a esfera privada, contrariando, deste modo, a política do Estado angolano de empregabilidade, informou, recentemente, ao kietoeconomia, uma fonte segura.

Jun 7, 2023 - 10:23
Última atualização   - 10:34
BCI contraria política de empregabilidade do Estado despedindo cerca de 800 trabalhadores
© Fotografia por: DR
BCI contraria política de empregabilidade do Estado despedindo cerca de 800 trabalhadores

A fonte acrescenta que, embora alguns tenham sido indemnizados, na sua maioria, foram forçados a aderir a rescisão do vínculo contratual por mútuo acordo porque não serviam os interesses do novo accionista. 

Como consequência, disse que, foram directamente “atirados” para o desemprego, não só os trabalhadores, como indirectamente, às pessoas que prestavam serviços domésticos a estes.

De acordo com a mesma fonte, perante esta situação, que se vê agravada pela escassez de ofertas no mercado de trabalho, apela-se ao bom senso que impera aos protagonistas desta acção, negativa e desumana, como "servidores do povo" perceberão, o quão penoso está a ser para todos os dispensados.

A nossa fonte que endereço uma carta a comissão interministerial e aos deputados à assembleia Nacional, salientou que, actualmente, haver de tudo entre os dispensados, nomeadamente, mortes, doenças graves, brigas nos lares a culminar em divórcios, entre outras questões candentes e poucas abonatórias para as respectivas famílias.

Recordou que, no pretérito mês de Janeiro do presente ano, foi efectuada, uma avaliação dos níveis de execução do programa de privatizações pela referida comissão acima mencionada e os parlamentares, pelo que, considerou a fonte, como importante, ao qual entende, que deveriam avaliar o impacto negativo por que passam os trabalhadores e respectivas familias das empresas já privatizadas. 

Toda essa malícia feita aos olhos das autoridades angolanas, que nem se quer, ousaram de ouvir o lamento de muitos trabalhadores que labutaram a mais de cinco anos neste Banco que antes era Pública e actualmente, passou para a esfera privada.

Vários clientes queixam-se de que, actualmente, a cedência de adiantamento de salário demora mais de um mês, contrariamente, ao tempo anterior quando era pública, durava apenas 48 horas, agora, se faz vários descontos sem explicações óbvias, com invenções de impostos que deixam os funcionários “cabisbaixo”, embora aceitam, por não ter outra opção.

A kietoeconomia contactou o apoio cliente do BCI para obter mais informações sobre o assunto, tendo enviado questões para o seu e-mail, fornecido na ocasião, a mais de uma semana, mas não teve sucessos.

SUGESTÃO E APELO 

Excelências,
Srs. Membros da Comissão Interministerial,
Srs. Deputados,
Queiram antes de mais aceitar os votos de muita saúde . 

Em Janeiro do presente ano, foi efectuada por V.Exas uma avaliação  dos níveis de execução do programa de privatizações.

Foi uma avaliação necessária e de grande importância. Porém, associada à  avaliação  do impacto financeiro para o estado,  seria de igual modo de extrema importância, avaliar o impacto negativo que até ao momento ocorre na vida das pessoas (trabalhadores e respectivas familias) das empresas já privatizadas. Sugerimos que  tomem como exemplo, os mais de 800 trabalhadores do BCI que, desde o segundo semestre do ano findo, vêm sendo mandados para o desemprego. 

Embora alguns tenham sido indemnizados,  na sua maioria foram forçados a aderir a rescisão do vinculo contratual por mútuo acordo, porque  não  serviam os interesses do novo accionista. Como consequência, foram directamente atirados para o desemprego não só os trabalhadores, como indirectamente  as pessoas que prestavam serviços domésticos a estes.

Perante esta situação, que se vê agravada pela escassez de ofertas no mercado de trabalho,  o bom senso que impera em V. Exas, como "servidores do povo" há de ajudá-los a perceber o  quão penoso está a ser para todos os dispensados.

Presentemente há de tudo entre os dispensados: (mortes, doenças graves, brigas nos lares a culminar em divórcios ...etc...)
De notar que desde o inicio do presente ano, todos os meses regista-se o falecimento de um ex- trabalhador do BCI. Trabalhadores, que deram o seu contributo com dedicação e zelo e hoje  lançados à sorte. 

Daí o nosso apelo para que a análise e/ou avaliação feita ou a fazer para futuras privatizações,  devem,  para além dos resultados financeiros para o estado, focar-se fundamentalmente na situação das pessoas das organizações a privatizar, pois são estas que geram os resultados.  
O processo de privatização não deve ser motivo de tormento, pânico, nem  causador de doenças e mortes  no seio dos trabalhdores destas empresas. 
Os trabalhadores merecem respeito, reconhecimento e valorização.

Realçamos que não somos contra as privatizações, mas é necessário que sejam salvaguardados os interesses dos trabalhadores que com desempenho zeloso e brio profissional asseguraram  o funcionamento destas empresas. É necessário preservar-se a dignidade do ser humano pois sem pessoas não existem empresas  e consequentemente não existirão  resultados.

Não entedemos como é possível falar-se tanto da criação de emprego e geração de postos de trabalho, quando no BCI continua a acontecer o oposto!!!