EGTI e Administração do Kilamba em ‘pé de guerra’ devido à venda de terrenos.

Número um do distrito do Kilamba queixa-se de usurpação de comptetências por parte da gestora da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, EGTI-EP. Para o administrador daquele distrito, todos os gavetos dos edificios foram despachados por aquele organismo público sem o seu consentimento.

Um diferendo entre a Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, EGTI-EP e a Administração Distrital do Kilamba foi instalado no seio dos dois organismos públicos devido às alegadas vendas de terrenos, incluindo as áreas reservadas para os jardins, acções que o administrador da zona atribui à responsável daquele instituto, soube o Kieto Economia de fontes da administração e de declarações públicas de ambos os responsáveis. 


De acordo com o administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Hélio Aragão, as acções levadas a cabo pelos responsáveis da EGTI poderão, a breve prazo, transformar a cidade do Kilamba num futuro musseque, críticas e acusações que pesam, assim, sobre quem manda naquela empresa e seus colaboradores mais próximos.


Ainda segundo Hélio Aragão, que preferiu denunciar a EGTI num dos espaços da Rádio Luanda, aquela instituição pública vocacionada na venda espaços infraestrutuarados faz as suas operações de cedências de terrenos sem dar satisfação ao pelouro que dirige, o que, visivelmente, tem deixado aquele gestor da centralidade do Kilamba em situação de pressão. 


“Nós temos os gavetos dos edificios a serem vendidos pela EGTI. Como é que a EGTI vai atender o cidadão se a EGTI não ouve o munícipe? Quem ouve o cidadão é a administração. Neste momemtno, nós temos esta informação porque andamos o território e a comissão de moradores interage connosco naquilo que são as reais preocupações da população. Neste momento, nós temos o Kilamba vedado de chapas vermelhas. Todos os dias munícipes perguntam-me: administrador, o que é que vai nascer aqui? O que é que vai acontecer aqui por todo o lado”, desabafou o administrador da zona. 


Por sua vez, e em oposição aos ataques de Hélio Aragão, a engenheira identificada apenas por Janaina, afecta à EGTI, explicou qual é, de facto, as atribuições do instituto e o que esse organismo já fez pelo Kilamba. 


“A nossa empresa foi criada para garantir uma racionalidade a nivel desta venda. A venda tem que ter um propósito, tem que satisfazer os interesses da comunidade e tudo tem que ficar rastreado. Nós temos que saber qual é o valor por qual estamos a vender [os terrenos], quanto é que vai entrar na conta do Estado, quanto é que se paga a nível de impostos. E é aqui que nós entramos. Neste momento, e é do conhecimento da administração que a Estação de Tratamento de Águas Residuais não está operacional. Aliás, não está operacional no Kilamba e não está operacional noutras centralidades”, apontou a responsável.


Para fazer face à avaria da ETA do Kilamba, a engenheira da EGTI conta que a entidade para qual trabalha teve de ser accionada para, entre outros, cobrir as despesas com a reparação das máquinas da ETA. “Foi pedida ajuda à EGTI para custear a operação de repação das máquinas, de formação de pessoal e de entrega de equipamento à centralidade. E a EGTI está a fazer isso, num investimento que é absolutamente massivo. Estamos a falar de uma coisa que é um investimento superior a 200 milhões de Kwanzas”, contou. 


Por sua vez, outro responsável ambientalista, desta vez da Associação Nação Verde, Nuno Cruz, manifestou-se preocupado com a manutenção dos espaços verdes naquela região de Luanda.  “Preocupa-me a manutenção dos espaços verdes. As árvores que foram plantadas nesta avenida principal, que são arvores muito estrondosas, estão já a danificar os passeios. Preocupa a gestão dos resíduos sólidos urbanos, resultante da activiadde comercial, quer das feiras, quer das cantinas e farmácias”, enumerou Cruz, apontando as criticas para a administração e os utentes dos espaços. 
Para o ambientalistas, há a necessidade de se retirar as arvores o quanto antes, além de que deve-se fazer um trabalho para evitar que as raízes se ramifiquem dentro dos edificios. “Se não, dentro em breve, vamos ter problemas muito, muito grandes”, defendeu Nuno Cruz.

EGTI e Administração do Kilamba em ‘pé de guerra’ devido à venda de terrenos

Número um do distrito do Kilamba queixa-se de usurpação de comptetências por parte da gestora da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, EGTI-EP. Para o administrador daquele distrito, todos os gavetos dos edificios foram despachados por aquele organismo público sem o seu consentimento.

Mar 22, 2023 - 12:27
Última atualização   - 14:20
EGTI e Administração do Kilamba em ‘pé de guerra’ devido à venda de terrenos
© Fotografia por: DR

Um diferendo entre a Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, EGTI-EP e a Administração Distrital do Kilamba foi instalado no seio dos dois organismos públicos devido às alegadas vendas de terrenos, incluindo as áreas reservadas para os jardins, acções que o administrador da zona atribui à responsável daquele instituto, soube o Kieto Economia de fontes da administração e de declarações públicas de ambos os responsáveis. 


De acordo com o administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Hélio Aragão, as acções levadas a cabo pelos responsáveis da EGTI poderão, a breve prazo, transformar a cidade do Kilamba num futuro musseque, críticas e acusações que pesam, assim, sobre quem manda naquela empresa e seus colaboradores mais próximos.


Ainda segundo Hélio Aragão, que preferiu denunciar a EGTI num dos espaços da Rádio Luanda, aquela instituição pública vocacionada na venda espaços infraestrutuarados faz as suas operações de cedências de terrenos sem dar satisfação ao pelouro que dirige, o que, visivelmente, tem deixado aquele gestor da centralidade do Kilamba em situação de pressão. 


“Nós temos os gavetos dos edificios a serem vendidos pela EGTI. Como é que a EGTI vai atender o cidadão se a EGTI não ouve o munícipe? Quem ouve o cidadão é a administração. Neste momemtno, nós temos esta informação porque andamos o território e a comissão de moradores interage connosco naquilo que são as reais preocupações da população. Neste momento, nós temos o Kilamba vedado de chapas vermelhas. Todos os dias munícipes perguntam-me: administrador, o que é que vai nascer aqui? O que é que vai acontecer aqui por todo o lado”, desabafou o administrador da zona. 


Por sua vez, e em oposição aos ataques de Hélio Aragão, a engenheira identificada apenas por Janaina, afecta à EGTI, explicou qual é, de facto, as atribuições do instituto e o que esse organismo já fez pelo Kilamba. 


“A nossa empresa foi criada para garantir uma racionalidade a nivel desta venda. A venda tem que ter um propósito, tem que satisfazer os interesses da comunidade e tudo tem que ficar rastreado. Nós temos que saber qual é o valor por qual estamos a vender [os terrenos], quanto é que vai entrar na conta do Estado, quanto é que se paga a nível de impostos. E é aqui que nós entramos. Neste momento, e é do conhecimento da administração que a Estação de Tratamento de Águas Residuais não está operacional. Aliás, não está operacional no Kilamba e não está operacional noutras centralidades”, apontou a responsável.


Para fazer face à avaria da ETA do Kilamba, a engenheira da EGTI conta que a entidade para qual trabalha teve de ser accionada para, entre outros, cobrir as despesas com a reparação das máquinas da ETA. “Foi pedida ajuda à EGTI para custear a operação de repação das máquinas, de formação de pessoal e de entrega de equipamento à centralidade. E a EGTI está a fazer isso, num investimento que é absolutamente massivo. Estamos a falar de uma coisa que é um investimento superior a 200 milhões de Kwanzas”, contou. 


Por sua vez, outro responsável ambientalista, desta vez da Associação Nação Verde, Nuno Cruz, manifestou-se preocupado com a manutenção dos espaços verdes naquela região de Luanda.  “Preocupa-me a manutenção dos espaços verdes. As árvores que foram plantadas nesta avenida principal, que são arvores muito estrondosas, estão já a danificar os passeios. Preocupa a gestão dos resíduos sólidos urbanos, resultante da activiadde comercial, quer das feiras, quer das cantinas e farmácias”, enumerou Cruz, apontando as criticas para a administração e os utentes dos espaços. 
Para o ambientalistas, há a necessidade de se retirar as arvores o quanto antes, além de que deve-se fazer um trabalho para evitar que as raízes se ramifiquem dentro dos edificios. “Se não, dentro em breve, vamos ter problemas muito, muito grandes”, defendeu Nuno Cruz.