Mercado bancário angolano ‘sobrevive’ com apenas 3.548 ATMs para um universo de 18 milhões de clientes.

Significa que, do universo de clientes que todos os bancos têm, o agregado só consegue disponibilizar 3.548 ATMs, máquinas de dispensação de notas que pouco se instalam nas comunidades suburbanas. Ao todo, os bancos têm acima de 18 milhões de contas abertas.

Os 22 bancos angolanos que operam no sistema bancário angolano só tinham só tinham disponíveis, no agregado, uma cifra de 3.548 máquinas de pagamento automáticas (ATMs, nas iniciais em inglês) para um total de 18 milhões de clientes, de acordo com estatísticas da Empresa Interbancária de Serviços (Emis), compiladas, no ‘Banca em Análise 2023’ da Deloitte. 

Na prática, o País só dispõe, assim, de um total de 3.548 ATMs para um total de 18 milhões de contas bancárias abertas, e um universo de vários agentes económicos que, diariamente, servem-se da rede multicaixa para a satisfação das suas necessidades. 

“Relativamente à rede física de Terminais, o número de Caixas Automáticas (ATM) registou um crescimento significativo na ordem dos 11,1%, passando de um parque de máquinas de 3.194 em 2022, para 3.548 em 2023, o que releva uma aposta dos bancos no alargamento da sua rede de Caixas Automáticas, nomeadamente através da instalação de ATM Centers, após o ano passado, este indicador ter registado um decréscimo de 1,6%”, lê-se no relatório da Deloitte. 

Por sua vez, o número de Cartões Multicaixa Emitidos passaram de 10,1 milhões em 2022 para 11,2 milhões em 2023, que se traduz num crescimento de 10,5%. Já o total de Cartões Multicaixa Activos registaram um ligeiro aumento de cerca de 2,5% passando de 6,2 milhões em 2022 para 6,4 milhões em 2023, de acordo com os dados divulgados pela Empresa Interbancária de Serviços, S.A. (EMIS), demonstrando um aumento significativo do gap entre os Cartões Multicaixa Emitidos e o os Cartões Multicaixa Activos. 

De acordo ainda com o relatório da Deloitte, que cita dados da Emis, os Terminais de Pagamentos Automáticos (TPA) continuaram a registar a tendência de crescimento verificada nos últimos anos, traduzindo-se num aumento de 14% face a 2023, ou seja, 22 345 TPAs, num total de 181.727 terminais em 2023 face aos 159 382 terminais de 2022, que reflectiu um crescimento mais acelerado face à variação registada em 2022 (+8,3%), que denota o esforço que tem vindo a ser seguida pelos Bancos de massificação de TPAs. 

A Deloitte avança ainda que a utilização dos Meios Electrónicos de Pagamento no mercado nacional continua a demonstrar a tendência de crescimento verificada nos últimos anos, com um crescimento nas transacções de TPAs, que registou um crescimento na ordem dos 25%, face a um crescimento de 21% verificado em 2022. 

“Esta tendência também se verificou no montante associado a estas transacções, que registou em 2023 um total de 6 291 386 milhões de kwanzas, face 4 925 852 milhões de kwanzas em 2022, reflectindo um aumento de 27,7%, superior ao crescimento verificado em 2022, que ascendeu a 13,6%”, avança o estudo.

 No que se refere à utilização das ATMs, esta apresenta um crescimento em 2023 de cerca de 11%, em linha com a variação registada em 2022, que demonstra uma recuperação continuada face à redução verificada no período pandémico. Aliás, o estudo da Emis aponta que esta tendência também se verificou no montante associado às transacções em ATMs.

No período, o montante transacionado ascendeu a 10,1 biliões de Kwanzas, precisamente 10.171.169 milhões de kwanzas em 2023, face a 8.501.284 milhões de kwanzas em 2022, cifrando-se num aumento percentual de 20%.

Mercado bancário angolano ‘sobrevive’ com apenas 3.548 ATMs para um universo de 18 milhões de clientes

Significa que, do universo de clientes que todos os bancos têm, o agregado só consegue disponibilizar 3.548 ATMs, máquinas de dispensação de notas que pouco se instalam nas comunidades suburbanas. Ao todo, os bancos têm acima de 18 milhões de contas abertas.

Jul 3, 2024 - 12:34
Última atualização   - 12:37
Mercado bancário angolano ‘sobrevive’ com apenas 3.548 ATMs para um universo de 18 milhões de clientes
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Mercado bancário angolano ‘sobrevive’ com apenas 3.548 ATMs para um universo de 18 milhões de clientes

Os 22 bancos angolanos que operam no sistema bancário angolano só tinham só tinham disponíveis, no agregado, uma cifra de 3.548 máquinas de pagamento automáticas (ATMs, nas iniciais em inglês) para um total de 18 milhões de clientes, de acordo com estatísticas da Empresa Interbancária de Serviços (Emis), compiladas, no ‘Banca em Análise 2023’ da Deloitte. 

Na prática, o País só dispõe, assim, de um total de 3.548 ATMs para um total de 18 milhões de contas bancárias abertas, e um universo de vários agentes económicos que, diariamente, servem-se da rede multicaixa para a satisfação das suas necessidades. 

“Relativamente à rede física de Terminais, o número de Caixas Automáticas (ATM) registou um crescimento significativo na ordem dos 11,1%, passando de um parque de máquinas de 3.194 em 2022, para 3.548 em 2023, o que releva uma aposta dos bancos no alargamento da sua rede de Caixas Automáticas, nomeadamente através da instalação de ATM Centers, após o ano passado, este indicador ter registado um decréscimo de 1,6%”, lê-se no relatório da Deloitte. 

Por sua vez, o número de Cartões Multicaixa Emitidos passaram de 10,1 milhões em 2022 para 11,2 milhões em 2023, que se traduz num crescimento de 10,5%. Já o total de Cartões Multicaixa Activos registaram um ligeiro aumento de cerca de 2,5% passando de 6,2 milhões em 2022 para 6,4 milhões em 2023, de acordo com os dados divulgados pela Empresa Interbancária de Serviços, S.A. (EMIS), demonstrando um aumento significativo do gap entre os Cartões Multicaixa Emitidos e o os Cartões Multicaixa Activos. 

De acordo ainda com o relatório da Deloitte, que cita dados da Emis, os Terminais de Pagamentos Automáticos (TPA) continuaram a registar a tendência de crescimento verificada nos últimos anos, traduzindo-se num aumento de 14% face a 2023, ou seja, 22 345 TPAs, num total de 181.727 terminais em 2023 face aos 159 382 terminais de 2022, que reflectiu um crescimento mais acelerado face à variação registada em 2022 (+8,3%), que denota o esforço que tem vindo a ser seguida pelos Bancos de massificação de TPAs. 

A Deloitte avança ainda que a utilização dos Meios Electrónicos de Pagamento no mercado nacional continua a demonstrar a tendência de crescimento verificada nos últimos anos, com um crescimento nas transacções de TPAs, que registou um crescimento na ordem dos 25%, face a um crescimento de 21% verificado em 2022. 

“Esta tendência também se verificou no montante associado a estas transacções, que registou em 2023 um total de 6 291 386 milhões de kwanzas, face 4 925 852 milhões de kwanzas em 2022, reflectindo um aumento de 27,7%, superior ao crescimento verificado em 2022, que ascendeu a 13,6%”, avança o estudo.

 No que se refere à utilização das ATMs, esta apresenta um crescimento em 2023 de cerca de 11%, em linha com a variação registada em 2022, que demonstra uma recuperação continuada face à redução verificada no período pandémico. Aliás, o estudo da Emis aponta que esta tendência também se verificou no montante associado às transacções em ATMs.

No período, o montante transacionado ascendeu a 10,1 biliões de Kwanzas, precisamente 10.171.169 milhões de kwanzas em 2023, face a 8.501.284 milhões de kwanzas em 2022, cifrando-se num aumento percentual de 20%.