Por cada 1.000 Kwanzas emprestados pelos bancos comerciais às familias e às empresas, 160 Kwanzas estão em situação irregular.

Até Setembro deste ano, o total de credito bruto estava avaliado em 7,3 biliões de Kanzas. Assim, e feitas as contas, dos 7,3 biliões Kz que valia o crédito bruto da banca em Setembro, quase 1,2 biliões Kz estavam em incumprimento.

Dário do Leste

O crédito malparado da banca comercial sobre o total de emprétimos libertados pelas 23 intituições que operam no País voltou a subir 16% 1,2 biliões de Kwanzas, um crescimento de 1,6 pontos percentuais face ao nível de Dezembro de 2022, de acordo com os dados do Indicador de Solidez Financeira do scetor Bancário angolano a que o Kieto Economia teve acesso.
 
Até Setembro deste ano, o total de credito bruto estava avaliado em 7,3 biliões de Kanzas. Assim, e feitas as contas, dos 7,3 biliões Kz que valia o crédito bruto da banca em Setembro, quase 1,2 biliões Kz estavam em incumprimento.

Ao todo, são mais 315,1 mil milhões Kz em malparado do que em Dezembro de 2022, quando o crédito em incumprimento na banca rondava os 857,9 mil milhões Kz. Em dólar, os 1,2 biliões Kz equivaliam, à taxa de câmbio do último dia de Setembro, a 1.420 milhões USD, equivalente a menos 280 milhões USD do que no final de 2022.

O facto de o malparado ter subido em kwanzas e ter descido em dólares deve-se à desvalorização cambial, já que desde o último dia de 2022 até 30 de Setembro, a moeda nacional depreciou 39% face à moeda norte-americana.

Assim, por cada 1.000 Kz de crédito bruto do sistema financeiro nacional, 160 Kz estavam malparados em Setembro.

Longe vão os tempos em que o malparado valia 34,5% do crédito bruto da banca, como aconteceu em Junho de 2019. Como o total do crédito bruto era de 4,9 biliões Kz, à taxa de câmbio da altura equivalia a 14.494 milhões USD. Ou seja, o malparado em Junho de 2019 era de 5.000 milhões USD. Só passado um ano é que baixou substancialmente, quando em Junho de 2020 a Recredit "assumiu" o crédito em incumprimento do maior banco público, o BPC. E baixou para 2.026 milhões USD, o que é um sinal do peso que o malparado do BPC tinha no agregado do crédito em incumprimento de toda a banca.

Apesar de hoje se estar muito longe desses valores, para vários especialistas o cenário deverá agravar-se em breve devido à perda de poder de compra das famílias, mas também das empresas, numa fase em que a inflação está a acelerar devido à forte desvalorização do Kwanza e à subida dos preços da gasolina.

Há outra questão que deverá contribuir para nos próximos meses subir o malparado na banca. É que em Outubro o Banco Nacional de Angola voltou a apertar a política monetária, aumentando a taxa BNA para 18%, com o objectivo de tirar liquidez ao mercado para combater a aceleração da inflação verificada nos últimos meses. Ora, taxas de juro mais elevadas garantem menos dinheiro no bolso das famílias e das empresas, que se vêm forçadas a optar entre pagar um crédito ou pagar despesas correntes como salários.

Com Expansão

Por cada 1.000 Kwanzas emprestados pelos bancos comerciais às familias e às empresas, 160 Kwanzas estão em situação irregular

Até Setembro deste ano, o total de credito bruto estava avaliado em 7,3 biliões de Kanzas. Assim, e feitas as contas, dos 7,3 biliões Kz que valia o crédito bruto da banca em Setembro, quase 1,2 biliões Kz estavam em incumprimento.

Dez 18, 2023 - 10:38
Última atualização   - 10:53
Por cada 1.000 Kwanzas emprestados pelos bancos comerciais às familias e às empresas, 160 Kwanzas estão em situação irregular
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Por cada 1.000 Kwanzas emprestados pelos bancos comerciais às familias e às empresas, 160 Kwanzas estão em situação irregular

Dário do Leste

O crédito malparado da banca comercial sobre o total de emprétimos libertados pelas 23 intituições que operam no País voltou a subir 16% 1,2 biliões de Kwanzas, um crescimento de 1,6 pontos percentuais face ao nível de Dezembro de 2022, de acordo com os dados do Indicador de Solidez Financeira do scetor Bancário angolano a que o Kieto Economia teve acesso.
 
Até Setembro deste ano, o total de credito bruto estava avaliado em 7,3 biliões de Kanzas. Assim, e feitas as contas, dos 7,3 biliões Kz que valia o crédito bruto da banca em Setembro, quase 1,2 biliões Kz estavam em incumprimento.

Ao todo, são mais 315,1 mil milhões Kz em malparado do que em Dezembro de 2022, quando o crédito em incumprimento na banca rondava os 857,9 mil milhões Kz. Em dólar, os 1,2 biliões Kz equivaliam, à taxa de câmbio do último dia de Setembro, a 1.420 milhões USD, equivalente a menos 280 milhões USD do que no final de 2022.

O facto de o malparado ter subido em kwanzas e ter descido em dólares deve-se à desvalorização cambial, já que desde o último dia de 2022 até 30 de Setembro, a moeda nacional depreciou 39% face à moeda norte-americana.

Assim, por cada 1.000 Kz de crédito bruto do sistema financeiro nacional, 160 Kz estavam malparados em Setembro.

Longe vão os tempos em que o malparado valia 34,5% do crédito bruto da banca, como aconteceu em Junho de 2019. Como o total do crédito bruto era de 4,9 biliões Kz, à taxa de câmbio da altura equivalia a 14.494 milhões USD. Ou seja, o malparado em Junho de 2019 era de 5.000 milhões USD. Só passado um ano é que baixou substancialmente, quando em Junho de 2020 a Recredit "assumiu" o crédito em incumprimento do maior banco público, o BPC. E baixou para 2.026 milhões USD, o que é um sinal do peso que o malparado do BPC tinha no agregado do crédito em incumprimento de toda a banca.

Apesar de hoje se estar muito longe desses valores, para vários especialistas o cenário deverá agravar-se em breve devido à perda de poder de compra das famílias, mas também das empresas, numa fase em que a inflação está a acelerar devido à forte desvalorização do Kwanza e à subida dos preços da gasolina.

Há outra questão que deverá contribuir para nos próximos meses subir o malparado na banca. É que em Outubro o Banco Nacional de Angola voltou a apertar a política monetária, aumentando a taxa BNA para 18%, com o objectivo de tirar liquidez ao mercado para combater a aceleração da inflação verificada nos últimos meses. Ora, taxas de juro mais elevadas garantem menos dinheiro no bolso das famílias e das empresas, que se vêm forçadas a optar entre pagar um crédito ou pagar despesas correntes como salários.

Com Expansão