Angola já perdeu mais de 13 mil milhões USD das suas reservas internacionais em apenas 10 anos.

As reservas internacionais correspondem às reservas de moeda estrangeira como dólar, que asseguram a importação de diversos bens e serviços necessários. NO caso de Angola, os valores actuais disponíveis já só permitem até sete meses de importação, sendo que estas reservas continuam em queda. 

As reservas internacionais líquidas (RIL) de Angola deslizaram, em 10 anos, para a quase a metade, ou seja, 46,9%, ao saírem de 27,7 mil milhões de dólares em 2014, para apenas 14,7 mil milhões até 31 de Dezembro do ano passado, revelam as estatísticas do Banco Nacional de Angola (BNA), compilados pela Deloitte. 

Ao todo, o País deixou perder um total de 13 mil milhões de dólares, queda que é justificada pela Deloitte com o  “fruto do significativo aumento do volume de importações verificadas no País”. 

De acordo com a Deloitte, as reservas internacionais correspondem às reservas de moeda estrangeira como dólar, que asseguram a importação de diversos bens e serviços necessários.

“Nos últimos 10 anos, o volume de reservas internacionais brutas de Angola recuou para metade, passando de 27,7 mil milhões de USD em 2014 para 14,7 mil milhões de USD em 2023(…)”, atestam os peritos daquela consultora líder dos serviços financeiros e da auditoria global. 

De acordo com os dados mais recentes do Banco Nacional de Angola referentes aos primeiros 4 meses de 2024, o nível de reservas de Angola totaliza 14,4 mil milhões de USD, representando uma redução em 1,7% face ao stock a 31 de Dezembro de 2023 e o equivalente a mais de 7 meses de importações de bens e serviços do País. 

Segundo analistas, este comportamento permite cumprir, assim, o limiar da média convencionada pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a qual recomenda valores acima de 6 meses de importações, encontrando-se bem acima da recomendação do Fundo Monetário Internacional para um nível de cobertura mínimo de 3 meses.

Angola já perdeu mais de 13 mil milhões USD das suas reservas internacionais em apenas 10 anos

As reservas internacionais correspondem às reservas de moeda estrangeira como dólar, que asseguram a importação de diversos bens e serviços necessários. NO caso de Angola, os valores actuais disponíveis já só permitem até sete meses de importação, sendo que estas reservas continuam em queda. 

Jun 24, 2024 - 12:37
Última atualização   - 12:38
Angola já perdeu mais de 13 mil milhões USD das suas reservas internacionais em apenas 10 anos
© Fotografia por: DR
Angola já perdeu mais de 13 mil milhões USD das suas reservas internacionais em apenas 10 anos

As reservas internacionais líquidas (RIL) de Angola deslizaram, em 10 anos, para a quase a metade, ou seja, 46,9%, ao saírem de 27,7 mil milhões de dólares em 2014, para apenas 14,7 mil milhões até 31 de Dezembro do ano passado, revelam as estatísticas do Banco Nacional de Angola (BNA), compilados pela Deloitte. 

Ao todo, o País deixou perder um total de 13 mil milhões de dólares, queda que é justificada pela Deloitte com o  “fruto do significativo aumento do volume de importações verificadas no País”. 

De acordo com a Deloitte, as reservas internacionais correspondem às reservas de moeda estrangeira como dólar, que asseguram a importação de diversos bens e serviços necessários.

“Nos últimos 10 anos, o volume de reservas internacionais brutas de Angola recuou para metade, passando de 27,7 mil milhões de USD em 2014 para 14,7 mil milhões de USD em 2023(…)”, atestam os peritos daquela consultora líder dos serviços financeiros e da auditoria global. 

De acordo com os dados mais recentes do Banco Nacional de Angola referentes aos primeiros 4 meses de 2024, o nível de reservas de Angola totaliza 14,4 mil milhões de USD, representando uma redução em 1,7% face ao stock a 31 de Dezembro de 2023 e o equivalente a mais de 7 meses de importações de bens e serviços do País. 

Segundo analistas, este comportamento permite cumprir, assim, o limiar da média convencionada pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a qual recomenda valores acima de 6 meses de importações, encontrando-se bem acima da recomendação do Fundo Monetário Internacional para um nível de cobertura mínimo de 3 meses.