Falta de legislação própria dificulta Startups no acesso ao financiamento.

A falta de legislação própria de apoio a actividade das Startups tem dificultado as jovens empresas no acesso ao financiamento, avançou esta quinta-feira, durante a abertura da 3ª Edição do Angola Startup Summit 2024 By Unitel, o Administrador executivo do Instituto de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio João.

O Kieto Economia apurou junto do responsável que “enquanto não existir uma legislação própria de apoio a essa actividade, às Startups vão continuar sem a sua sustentação legal”, ou seja, devem obter a personalidade jurídica. Não obitida, “ou elas se constituem como empresas ou continuam a operar na informalidade”, declarou.

A não criação de um ambiente de negócio atrativo dificulta o acesso ao financiamento. “Eu para investir preciso encontrar um ambiente bem estruturado e que inspire confiança, porque uma Startup é um projecto de elevado risco, entretanto, quem vai investir precisa ter uma série de conforto para aplicação do seu capital”, salientou o responsável.

Por seu turno, o Presidente do Conselho da Administração INAPEM, João Nkosi disse que às Startups têm tido dificuldades no acesso ao financiamento dado os critérios de legibilidade apresentados pelas Instituições Financeiras Bancárias e pelos Investidores.

A Lei nº 30/11 das micro pequenas e médias empresas permite a essas prestarem serviços, porém as autoridades estão com dificuldades em responder a estes desafios. Por hoje, os critérios de legibilidade apresentados pelas instituições financeiras à luz da Lei acima referida, ainda é um desafio com que as Startups se defrontam.

“As nossas Startups estão com dificuldades porque não temos investidores ás, não temos aquelas iniciativas que podem num formato de capital de risco financiar esses projectos” ressaltou.

No quadro de apoio e fomento ao empreendedorismo, as instituições financeiras bancárias e investidores nacionais e internacionais têm dificultado o acesso ao financiamento às micro, pequenas e médias empresas, startups.

Existe, aqui, a necessidade de se conceber um quadro legal específico de apoio a actividade das Startups. E, em 2023, fora identificados quatro principais desafios que os jovens empreendedores e novadores enfrentam no domínio da criação de Startups, destes destaca-se: O acesso ao mercado, ao financiamento, a matéria fiscal e por último o vazio legal. Pois trata-se de um instrumento legal que visa regular a actividade dos empreendedores com domínio para a inovação em prol do desenvolvimento económico e social do país.

A 3º Edição do Angola Startup Summit 2024 By Unitel, teve abertura ontem em Luanda, no Centro de Convenções de Talatona Angola (CCTA) com objectivo de fomentar o surgimento de Startups, bem como a realização de negócios e investimentos para iniciativas lançadas por jovens.

Falta de legislação própria dificulta Startups no acesso ao financiamento

A falta de legislação própria de apoio a actividade das Startups tem dificultado as jovens empresas no acesso ao financiamento, avançou esta quinta-feira, durante a abertura da 3ª Edição do Angola Startup Summit 2024 By Unitel, o Administrador executivo do Instituto de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio João.

Maio 17, 2024 - 15:20
Última atualização   - 12:54
Falta de legislação própria dificulta Startups no acesso ao financiamento
© Fotografia por: DR
Falta de legislação própria dificulta Startups no acesso ao financiamento

O Kieto Economia apurou junto do responsável que “enquanto não existir uma legislação própria de apoio a essa actividade, às Startups vão continuar sem a sua sustentação legal”, ou seja, devem obter a personalidade jurídica. Não obitida, “ou elas se constituem como empresas ou continuam a operar na informalidade”, declarou.

A não criação de um ambiente de negócio atrativo dificulta o acesso ao financiamento. “Eu para investir preciso encontrar um ambiente bem estruturado e que inspire confiança, porque uma Startup é um projecto de elevado risco, entretanto, quem vai investir precisa ter uma série de conforto para aplicação do seu capital”, salientou o responsável.

Por seu turno, o Presidente do Conselho da Administração INAPEM, João Nkosi disse que às Startups têm tido dificuldades no acesso ao financiamento dado os critérios de legibilidade apresentados pelas Instituições Financeiras Bancárias e pelos Investidores.

A Lei nº 30/11 das micro pequenas e médias empresas permite a essas prestarem serviços, porém as autoridades estão com dificuldades em responder a estes desafios. Por hoje, os critérios de legibilidade apresentados pelas instituições financeiras à luz da Lei acima referida, ainda é um desafio com que as Startups se defrontam.

“As nossas Startups estão com dificuldades porque não temos investidores ás, não temos aquelas iniciativas que podem num formato de capital de risco financiar esses projectos” ressaltou.

No quadro de apoio e fomento ao empreendedorismo, as instituições financeiras bancárias e investidores nacionais e internacionais têm dificultado o acesso ao financiamento às micro, pequenas e médias empresas, startups.

Existe, aqui, a necessidade de se conceber um quadro legal específico de apoio a actividade das Startups. E, em 2023, fora identificados quatro principais desafios que os jovens empreendedores e novadores enfrentam no domínio da criação de Startups, destes destaca-se: O acesso ao mercado, ao financiamento, a matéria fiscal e por último o vazio legal. Pois trata-se de um instrumento legal que visa regular a actividade dos empreendedores com domínio para a inovação em prol do desenvolvimento económico e social do país.

A 3º Edição do Angola Startup Summit 2024 By Unitel, teve abertura ontem em Luanda, no Centro de Convenções de Talatona Angola (CCTA) com objectivo de fomentar o surgimento de Startups, bem como a realização de negócios e investimentos para iniciativas lançadas por jovens.