Taxas de juro elevadas e preços baixos da energia impedem Galp de alcançar meta até 2025.

A petrolífera portuguesa Galp Energia informou esta quarta-feira, através da Bloomberg que provavelmente não cumprirá a sua meta (4GW) de expansão de energias renováveis até 2025, tendo em conta as elevadas taxas de juro e os preços baixos da energia, já que estes impactam as receitas da empresa.

A companhia admite falhar na previsão de alcançar 4GW é "improvável", diz petrolífera. Uma vez que no ano passado já tinha avançado este objetivo estava sob revisão, noticiou o Jornal português Negócios.


Pedro Marques Pereira, porta-voz da Galp Energia, disse que "mesmo que a Galp continue a expandir a integração de energias renováveis no seu portefólio, é improvável que consiga cumprir a meta de 4 gigawatts até 2025", referiu.

A petrolífera retirou este 'target' dos seus objetivos há cerca de um ano, antes de anunciar, em outubro de 2023, que "congelou" os projetos renováveis no Brasil devido às circunstâncias menos favoráveis do mercado. 


Já Georgios Papadimitriou, administrador responsável pelo setor das energias renováveis, disse numa "conference call" com analistas que a empresa tinha adiado cinco projetos renováveis no Brasil por não ter perspetiva de retorno. "Por uma questão de prudência, decidimos fazer uma imparidade de 59 milhões em cinco dos nossos projetos", explicou o gestor grego.


O maior problema, explica, é que, "o mercado tem sido caracterizado por preços muito baixos, altos custos de investimento, alta inflação e altas taxas de juro". Neste momento, "os retornos não estão lá". E é por isso que "muitos promotores de energias renováveis, incluindo nós próprios, decidiram não prosseguir agora com esses projetos, libertaram os direitos de interligação e, claro, decidirão, com o tempo, se e quando o mercado recuperar.


Por sua vez, o CEO Filipe Silva, frisou que "por causa dos problemas que envolvem o licenciamento de projetos renováveis, o capital investido não será tão alto como o esperado". Segundo o responsável, além das questões de licenciamento, a rentabilidade dos projetos também tem travado a empresa nas renováveis. "Nem todos os projetos são igualmente rentáveis. Temos de ser extremamente disciplinados no que extraímos das energias renováveis. No entanto, em 2024 a expectativa é de entrada em operação de mais 200 MW, avançou o responsável.


A empresa fechou o ano passado com 2,3 TWh de produção bruta de energia renovável (1,9 TWh em 2022), 1,4 GW de capacidade instalada de geração renovável, 7,1 GW de capacidade bruta renovável em operação, construção e desenvolvimento e 200 MWh de capacidade a entrar em operação em 2024. 

Taxas de juro elevadas e preços baixos da energia impedem Galp de alcançar meta até 2025

A petrolífera portuguesa Galp Energia informou esta quarta-feira, através da Bloomberg que provavelmente não cumprirá a sua meta (4GW) de expansão de energias renováveis até 2025, tendo em conta as elevadas taxas de juro e os preços baixos da energia, já que estes impactam as receitas da empresa.

Maio 15, 2024 - 14:39
Última atualização   - 12:57
Taxas de juro elevadas e preços baixos da energia impedem Galp de alcançar meta até 2025
© Fotografia por: DR
Taxas de juro elevadas e preços baixos da energia impedem Galp de alcançar meta até 2025

A companhia admite falhar na previsão de alcançar 4GW é "improvável", diz petrolífera. Uma vez que no ano passado já tinha avançado este objetivo estava sob revisão, noticiou o Jornal português Negócios.


Pedro Marques Pereira, porta-voz da Galp Energia, disse que "mesmo que a Galp continue a expandir a integração de energias renováveis no seu portefólio, é improvável que consiga cumprir a meta de 4 gigawatts até 2025", referiu.

A petrolífera retirou este 'target' dos seus objetivos há cerca de um ano, antes de anunciar, em outubro de 2023, que "congelou" os projetos renováveis no Brasil devido às circunstâncias menos favoráveis do mercado. 


Já Georgios Papadimitriou, administrador responsável pelo setor das energias renováveis, disse numa "conference call" com analistas que a empresa tinha adiado cinco projetos renováveis no Brasil por não ter perspetiva de retorno. "Por uma questão de prudência, decidimos fazer uma imparidade de 59 milhões em cinco dos nossos projetos", explicou o gestor grego.


O maior problema, explica, é que, "o mercado tem sido caracterizado por preços muito baixos, altos custos de investimento, alta inflação e altas taxas de juro". Neste momento, "os retornos não estão lá". E é por isso que "muitos promotores de energias renováveis, incluindo nós próprios, decidiram não prosseguir agora com esses projetos, libertaram os direitos de interligação e, claro, decidirão, com o tempo, se e quando o mercado recuperar.


Por sua vez, o CEO Filipe Silva, frisou que "por causa dos problemas que envolvem o licenciamento de projetos renováveis, o capital investido não será tão alto como o esperado". Segundo o responsável, além das questões de licenciamento, a rentabilidade dos projetos também tem travado a empresa nas renováveis. "Nem todos os projetos são igualmente rentáveis. Temos de ser extremamente disciplinados no que extraímos das energias renováveis. No entanto, em 2024 a expectativa é de entrada em operação de mais 200 MW, avançou o responsável.


A empresa fechou o ano passado com 2,3 TWh de produção bruta de energia renovável (1,9 TWh em 2022), 1,4 GW de capacidade instalada de geração renovável, 7,1 GW de capacidade bruta renovável em operação, construção e desenvolvimento e 200 MWh de capacidade a entrar em operação em 2024.