Fazenda do grupo Mitreli-Aldeia Nova em situação financeira bastante crítica.

A fazenda do governo gerida pelo grupo Mitreli-Aldeia Nova, se encontra numa situação financeira “bastante crítica", com um percurso de "resultados negativos" já há quatro anos consecutivos, que poderá culminar com a declaração da empresa “ falência” se não forem tomadas medidas providenciais.

A empresa recuperou a actividade produtiva no período pós-pandemia, porém, admite que a entrada de valores resultante da conclusão do pagamento das acções da Diembo "não equilibrou as contas como se esperava", já que a 31 de Dezembro de 2022 a empresa tinha um resultado líquido negativo de 1,9 mil milhões de kwanzas, influenciado pela dívida junto à AGT, e por incumprimento do pagamento do Imposto Industrial.

A realização do capital feito pela empresa gestora não equilibrou o balanço. As contas do exercício de 2022 revelam uma dívida ao fisco superior a três mil milhões de kwanzas, e teve um resultado líquido negativo de 1.868 milhões, tendo em conta os custos de serviços do Grupo nos exercícios anteriores ao ano de 2017, "grande parte destes não obtinham documentos e não foram realizados, o que sobrevalorizou o capital próprio da organização.

Segundo aponta o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Eduardo Barros, destaca que a "recuperação das actividades produtivas do Grupo no período pós pandemia, foram afectadas profundamente, sobretudo nos dois últimos anos, visando a sua rentabilidade".

A negociação dos pagamentos de dívidas de terceiros e de clientes é outro aspecto destacado pela administração. A gestora da Aldeia Nova pretendia limpar o passivo junto da AGT com um acordo de conciliação da dívida, que não foi reconhecido pela Unidade de Gestão da Dívida, o que fez com que a AGT avançasse para a penhora das contas bancárias da empresa, a 9 de Março de 2023.

O acordo entre os ministérios da Agricultura e das Finanças onde se firmam as reclamações por serviços prestados e não pagos, no âmbito de uma parceria com o Ministério da Agricultura, celebrado em 2013, tem por base uma dívida de 7 milhões USD cerca de 5,8 mil milhões de Kz, ao câmbio médio do BNA do dia 12 de Setembro do corrente ano. 

Contas penhoradas por dívida À AGT

A Administração Geral Tributária (AGT) bloqueou todas as contas bancárias do Grupo no dia 9 de Março de 2023, por conta de uma dívida fiscal referente aos exercícios de 2014 e 2017, no montante de 500 milhões de Kz, que subiu para dois mil milhões de Kz, com multas, juros de compensação e juros de mora.

O estabelecimento sediado no Waku-kungo, província do Cuanza Sul, é detido pelo Estado através de três entidades, a Gesterra detém 21 por cento, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) com 23 por cento e o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) com 15 por cento. No entanto, os restantes são detidos pela Vital Capital Fund, do Grupo Mitreli, através da Diembo que possuí 41 por cento desde 2012 que exerce a gestão da Aldeia Nova, empresa criada para Desenvolver o Investimento e Promover o Desenvolvimento Agroindustrial.


Fonte: Angola on Line

Fazenda do grupo Mitreli-Aldeia Nova em situação financeira bastante crítica

A fazenda do governo gerida pelo grupo Mitreli-Aldeia Nova, se encontra numa situação financeira “bastante crítica", com um percurso de "resultados negativos" já há quatro anos consecutivos, que poderá culminar com a declaração da empresa “ falência” se não forem tomadas medidas providenciais.

Set 25, 2023 - 11:16
Fazenda do grupo Mitreli-Aldeia Nova em situação financeira bastante crítica
© Fotografia por: DR
Fazenda do grupo Mitreli-Aldeia Nova em situação financeira bastante crítica

A empresa recuperou a actividade produtiva no período pós-pandemia, porém, admite que a entrada de valores resultante da conclusão do pagamento das acções da Diembo "não equilibrou as contas como se esperava", já que a 31 de Dezembro de 2022 a empresa tinha um resultado líquido negativo de 1,9 mil milhões de kwanzas, influenciado pela dívida junto à AGT, e por incumprimento do pagamento do Imposto Industrial.

A realização do capital feito pela empresa gestora não equilibrou o balanço. As contas do exercício de 2022 revelam uma dívida ao fisco superior a três mil milhões de kwanzas, e teve um resultado líquido negativo de 1.868 milhões, tendo em conta os custos de serviços do Grupo nos exercícios anteriores ao ano de 2017, "grande parte destes não obtinham documentos e não foram realizados, o que sobrevalorizou o capital próprio da organização.

Segundo aponta o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Eduardo Barros, destaca que a "recuperação das actividades produtivas do Grupo no período pós pandemia, foram afectadas profundamente, sobretudo nos dois últimos anos, visando a sua rentabilidade".

A negociação dos pagamentos de dívidas de terceiros e de clientes é outro aspecto destacado pela administração. A gestora da Aldeia Nova pretendia limpar o passivo junto da AGT com um acordo de conciliação da dívida, que não foi reconhecido pela Unidade de Gestão da Dívida, o que fez com que a AGT avançasse para a penhora das contas bancárias da empresa, a 9 de Março de 2023.

O acordo entre os ministérios da Agricultura e das Finanças onde se firmam as reclamações por serviços prestados e não pagos, no âmbito de uma parceria com o Ministério da Agricultura, celebrado em 2013, tem por base uma dívida de 7 milhões USD cerca de 5,8 mil milhões de Kz, ao câmbio médio do BNA do dia 12 de Setembro do corrente ano. 

Contas penhoradas por dívida À AGT

A Administração Geral Tributária (AGT) bloqueou todas as contas bancárias do Grupo no dia 9 de Março de 2023, por conta de uma dívida fiscal referente aos exercícios de 2014 e 2017, no montante de 500 milhões de Kz, que subiu para dois mil milhões de Kz, com multas, juros de compensação e juros de mora.

O estabelecimento sediado no Waku-kungo, província do Cuanza Sul, é detido pelo Estado através de três entidades, a Gesterra detém 21 por cento, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) com 23 por cento e o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) com 15 por cento. No entanto, os restantes são detidos pela Vital Capital Fund, do Grupo Mitreli, através da Diembo que possuí 41 por cento desde 2012 que exerce a gestão da Aldeia Nova, empresa criada para Desenvolver o Investimento e Promover o Desenvolvimento Agroindustrial.


Fonte: Angola on Line