Plano de execução dos 70% de energias renováveis carece de 23 biliões de dólares.

O país precisa de 23 biliões de dólares (19,08 mil biliões de kwanza) para concretizar a visão 2018- 2025, que visa atingir a meta dos 70% de energia de fontes renováveis, com suporte do governo dos EUA e da Suécia.

O Executivo aponta para 7,5 por cento de energias provenientes de fontes renováveis até 2025, uma estratégia de energia renováveis, que carece de mobilização e de investimentos públicos e privados para o efeito, uma vez que o Biópio e Baia Farta, já foram executados a 100%, o que representa o começo de vários projectos em curso no país.

A Central Hidroelétrica do Biópio é a maior central solar fotovoltaica de Angola, com 188,8 Megawatts (MW), já entrou em funcionamento, tem 509 mil e 40 painéis e está localizada na província de Benguela.

Um outro projecto também em Benguela, é o da Baía Farta executado na totalidade, que custou aos cofres do Estado cerca de 139 milhões de dólares e tem uma potência instalada de 96,703 MW. Neste momento, o país tem garantido 560 milhões de dólares e executados dois projectos de energia solar, com realce o do Biópio, que custou 273 milhões de dólares norte-americanos.

Existem outros cinco projectos em andamento, nomeadamente o do Cuito, no Bié, o da província do Huambo, no município do Bailundo, o do Luena, Saurimo e Lucapa, que estão em níveis mais avançados de execução, a rondar os 60 por cento e 88 por cento e custam entre os 21 milhões e os 41 milhões de dólares.

O projecto do Bié vai em 39 por cento de execução e deve custar 22 milhões de dólares, com potência não superior a 14MW e tem data de entrega estimada para Novembro de 2024. Já o de Bailundo, este deverá ter potência próxima dos 8MW, devendo estar na mesma linha de custo, com prazo de entrega previsto também para o próximo ano.

Os dados do “Visão de Longo Prazo para o Sector Eléctrico”, do Ministério da Energia e Águas, demonstram que esta carteira de investimentos robustos deverá trazer ao país 369MW de energia solar, com custos avaliados em 560 milhões de dólares.

Pode este ser considerado um avanço para as energias limpas, nomeadamente a solar que só é possível por conta da ligação ao Reino da Suécia, e por meio do Export-Credit Loan – EKN, que garante maior parte do capital com 85 por cento do total do financiamento e os restantes 15 por cento vindos do Development Bank of Southern Africa, da África do Sul.

Angola pretende estar na classe dos 10 melhores países a nível mundial em potência renovável instalada e factor de emissão de CO2, com uma capacidade eléctrica já instalada, que cresceu cerca de 54 por cento dado o conjunto de investimentos robustos ao sector da energia.

Dados do Ministério da Energia e Águas (MINEA) demonstram que em 2021, Angola tinha uma capacidade total instalada de produção eléctrica de 5,9 gigawatts, repartidos por 63 por cento de hídrica e 37 por cento térmica, um salto na capacidade nacional, já que, se comparado com 2017, regista-se um aumento de mais de 54 por cento, chegando mesmo aos 5,9 gigawatts.

Neste período a produção instalada era o dobro das necessidades actuais, sendo que, naquele ano, a capacidade instalada de produção de electricidade em Angola havia crescido consideravelmente, enquanto o consumo se fixou nos 2.060,30 MW.

O aumento da produção que resulta do incremento da capacidade de recuperação e da construção de novas centrais hidroeléctricas e termoeléctricas, bem como o desenvolvimento da rede de transportes de energia eléctrica, permitiu a reabilitação e construção de linhas e subestações do norte e do centro sul do território nacional.

No âmbito dos transportes, foram construídos 650 km de linha, interligação entre os sistemas norte e centro, com a integração no sistema eléctrico nacional das províncias de Benguela, Bié e Huambo.

Os dados fazem crer que o objectivo de atingir uma taxa de electrificação de 50 por cento, um crescimento na procura que deve chegar aos 7,2 gigawatts até 2025, é possível. Sendo que de modo geral, apenas 42 por cento de angolanos têm acesso à electricidade, apesar de haver uma capacidade de produção instalada muito superior às necessidades actuais.

O facto é que o país ainda enfrenta problemas de base, com a questão do acesso à energia por parte da população, os dados apontam para um total de 42 por cento de angolanos com acesso à eletricidade, sendo que 37,8 por cento o fazem através de ligação à rede eléctrica nacional. 

Angola não se pode afirmar como tendo resolvido o problema da energia, já que os renováveis, a distribuição e as cobranças ainda se afiguram como sendo os grandes desafios do sector eléctrico.

Fonte: E. Juntos

Plano de execução dos 70% de energias renováveis carece de 23 biliões de dólares

O país precisa de 23 biliões de dólares (19,08 mil biliões de kwanza) para concretizar a visão 2018- 2025, que visa atingir a meta dos 70% de energia de fontes renováveis, com suporte do governo dos EUA e da Suécia.

Set 25, 2023 - 11:01
Última atualização   - 11:19
Plano de execução dos 70% de energias renováveis carece de 23 biliões de dólares
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Plano de execução dos 70% de energias renováveis carece de 23 biliões de dólares

O Executivo aponta para 7,5 por cento de energias provenientes de fontes renováveis até 2025, uma estratégia de energia renováveis, que carece de mobilização e de investimentos públicos e privados para o efeito, uma vez que o Biópio e Baia Farta, já foram executados a 100%, o que representa o começo de vários projectos em curso no país.

A Central Hidroelétrica do Biópio é a maior central solar fotovoltaica de Angola, com 188,8 Megawatts (MW), já entrou em funcionamento, tem 509 mil e 40 painéis e está localizada na província de Benguela.

Um outro projecto também em Benguela, é o da Baía Farta executado na totalidade, que custou aos cofres do Estado cerca de 139 milhões de dólares e tem uma potência instalada de 96,703 MW. Neste momento, o país tem garantido 560 milhões de dólares e executados dois projectos de energia solar, com realce o do Biópio, que custou 273 milhões de dólares norte-americanos.

Existem outros cinco projectos em andamento, nomeadamente o do Cuito, no Bié, o da província do Huambo, no município do Bailundo, o do Luena, Saurimo e Lucapa, que estão em níveis mais avançados de execução, a rondar os 60 por cento e 88 por cento e custam entre os 21 milhões e os 41 milhões de dólares.

O projecto do Bié vai em 39 por cento de execução e deve custar 22 milhões de dólares, com potência não superior a 14MW e tem data de entrega estimada para Novembro de 2024. Já o de Bailundo, este deverá ter potência próxima dos 8MW, devendo estar na mesma linha de custo, com prazo de entrega previsto também para o próximo ano.

Os dados do “Visão de Longo Prazo para o Sector Eléctrico”, do Ministério da Energia e Águas, demonstram que esta carteira de investimentos robustos deverá trazer ao país 369MW de energia solar, com custos avaliados em 560 milhões de dólares.

Pode este ser considerado um avanço para as energias limpas, nomeadamente a solar que só é possível por conta da ligação ao Reino da Suécia, e por meio do Export-Credit Loan – EKN, que garante maior parte do capital com 85 por cento do total do financiamento e os restantes 15 por cento vindos do Development Bank of Southern Africa, da África do Sul.

Angola pretende estar na classe dos 10 melhores países a nível mundial em potência renovável instalada e factor de emissão de CO2, com uma capacidade eléctrica já instalada, que cresceu cerca de 54 por cento dado o conjunto de investimentos robustos ao sector da energia.

Dados do Ministério da Energia e Águas (MINEA) demonstram que em 2021, Angola tinha uma capacidade total instalada de produção eléctrica de 5,9 gigawatts, repartidos por 63 por cento de hídrica e 37 por cento térmica, um salto na capacidade nacional, já que, se comparado com 2017, regista-se um aumento de mais de 54 por cento, chegando mesmo aos 5,9 gigawatts.

Neste período a produção instalada era o dobro das necessidades actuais, sendo que, naquele ano, a capacidade instalada de produção de electricidade em Angola havia crescido consideravelmente, enquanto o consumo se fixou nos 2.060,30 MW.

O aumento da produção que resulta do incremento da capacidade de recuperação e da construção de novas centrais hidroeléctricas e termoeléctricas, bem como o desenvolvimento da rede de transportes de energia eléctrica, permitiu a reabilitação e construção de linhas e subestações do norte e do centro sul do território nacional.

No âmbito dos transportes, foram construídos 650 km de linha, interligação entre os sistemas norte e centro, com a integração no sistema eléctrico nacional das províncias de Benguela, Bié e Huambo.

Os dados fazem crer que o objectivo de atingir uma taxa de electrificação de 50 por cento, um crescimento na procura que deve chegar aos 7,2 gigawatts até 2025, é possível. Sendo que de modo geral, apenas 42 por cento de angolanos têm acesso à electricidade, apesar de haver uma capacidade de produção instalada muito superior às necessidades actuais.

O facto é que o país ainda enfrenta problemas de base, com a questão do acesso à energia por parte da população, os dados apontam para um total de 42 por cento de angolanos com acesso à eletricidade, sendo que 37,8 por cento o fazem através de ligação à rede eléctrica nacional. 

Angola não se pode afirmar como tendo resolvido o problema da energia, já que os renováveis, a distribuição e as cobranças ainda se afiguram como sendo os grandes desafios do sector eléctrico.

Fonte: E. Juntos