Recafé quer forte investimento do governo para relançar a produção de Café.

A Federação Recafé Angola, na província do Cuanza Sul quer maior investimento do governo, na produção de café, para continuar o fabrico das commodities como cacau, palmeira de dendê, algodão, cana de açúcar, palmar e sisal, no âmbito da diversificação da economia nacional.

O coordenador da União Recafé naquele território, Alfredo Jorge Chaves, em entrevista ao Kieto Economia disse que, a Federação surge no âmbito de recuperar algumas commodities, no quadro do programa do Executivo para diversificar a economia.

É neste quadro, acrescentou, onde surgem outras organizações como a Associação Industrial de Angola, AIA, Associação Para o Progresso e Desenvolvimento das Comunidades em Angola, APDCA, Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola, FMEA, Associação do Agricultores e algumas cooperativas.

 Sustentou que a iniciativa visa recuperar a produção do café, cacau, algodão entre outros produtos que no passado estiveram entres os maiores produtos agrícolas a nível mundial e foram de grande valia para a economia do país.

 “ A produção do café nos anos passados estava na ordem de 200 mil toneladas por ano, actualmente, temos um decréscimo na produção na ordem dos dois por cento e isso, não agrega valor para o crescimento da economia,” lamentou o produtor de café.

Adiantou que tudo acontece por falta de incentivo na produção agrícola e a dependência exclusiva da produção de Petróleo.

“ Surgimos hoje como Federação para mostrarmos que é possível reassumir a produção e potencializar os produtores, bem como recuperar as fazendas que são geradoras de alta empregabilidade e de renda para as famílias nas regiões de maior produção” disse o também coordenador da União Recafé.

Ao debruçar-se sobre a urgência da promoção do café, sublinhou que, dentro da componente da alta empregabilidade no sector da produção do café estima-se que 150 mil pessoas estão empregadas, enquanto que, na produção do algodão existem cerca de 100 mil empregos criados.

Tendo em conta a importância deste segmento na economia, apontou a necessidade do surgimento e, consequentemente, o desafio e o empenho dos fazedores da sociedade civil para enquadrar todos estes elementos na cadeia de produção.

Como prejuízo, frisou que a questão burocrática e administrativa, constituem elementos que emperram ou travam a rápida tramitação de processos jurídicos e administrativos, pois que, ainda não se percebe, o facto de que um produtor, tenha de esperar cerca de três anos para obter um título de concessão de terra, situação que almeja resolvido.

Alfredo Jorge Chaves disse ainda que, “ o Executivo ou a banca ainda não se faz sentir em termos de investimentos, porque é preciso encontrarmos mecanismos comoventes e mais atractivos para reactar essas produções”.

O agricultor solicitou da parte das autoridades governamentais como o Ministério do Urbanismo e Construção, Governos Provinciais e outros para reaver a situação da conceção de terra em tempo recorde, isso para além das taxas que são altíssimas e a falta de informação, despacho e intercâmbio.

 Hoje as políticas são ainda de sonhos, explicou, porque as fazendas têm uma capacidade restrita para congregar outras valências na produção e condição social das famílias residentes nas zonas adjacentes.

Continuamente, avançou tratar-se de centros médicos, escolas, centro de formação e capacitação profissional e também de dar assistência médica e escoamento da produção, bem como melhoria nas vias de acesso de pequenas quilometragens.

“Precisamos de apoio, porque hoje as fazendas atingiram um estado de abandono lamentável, dadas as condições das vias de acesso, falta de financiamento, equipamentos técnicos de trabalho, transporte e de pessoas especializadas na área” concluiu.

 O Kieto Economia apurou que a província do Cuanza Sul produz cerca de 200 toneladas anualmente, e metade do café consumido no mercado nacional vem da província, sendo que grande parte da produção acaba por se deteriorar no campo por falta de colheita e escoamento.

O café é ainda o principal produto agrícola de maior exportação no país, apesar, 
Prosseguiu, afirmando que, o café é ainda o principal produto agrícola de maior exportação no país, apesar do seu estado de desenvolvimento, caracterizado, actualmente, por plantações velhas e pouco produtivas, com dificuldades na assistência técnica e falta de investimentos.

O café é cultivado em várias províncias com características ecológicas diferentes, zona tropical e subtropical, é também uma cultura que se adapta às várias condições ecológicas e métodos de cultivo.

O país produz duas principais espécies de cafeeiros, o robusta (Coffea canephoraP) e arábica (Coffea arabica L), sendo o robusta  cultivado no norte de Angola, nas províncias do Uíge, Malanje, Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, e Cabinda com uma altitude abaixo de 1000 metros.

Já o arábica é cultivado no centro sul e leste do país, propriamente nas províncias do Huambo, Bié, Benguela, Huíla e leste, nomeadamente, nas Lundas norte e sul, zona de expansão com altitude acima de 1000 m.

O Instituto Nacional do Café de Angola, INCA, é uma instituição do Ministério da Agricultura e Florestas criado para assegurar o fomento e a coordenação técnica, o acompanhamento e a execução das políticas traçadas no domínio da fileira do café, palmar, caju e cacau e no desenvolvimento de transferência tecnológica.

Recafé quer forte investimento do governo para relançar a produção de Café

A Federação Recafé Angola, na província do Cuanza Sul quer maior investimento do governo, na produção de café, para continuar o fabrico das commodities como cacau, palmeira de dendê, algodão, cana de açúcar, palmar e sisal, no âmbito da diversificação da economia nacional.

Jul 24, 2023 - 10:20
Última atualização   - 10:57
Recafé quer forte investimento do governo para relançar a produção de Café
© Fotografia por: DR
RECAFÉ quer forte investimento do governo para relançar a commodity

O coordenador da União Recafé naquele território, Alfredo Jorge Chaves, em entrevista ao Kieto Economia disse que, a Federação surge no âmbito de recuperar algumas commodities, no quadro do programa do Executivo para diversificar a economia.

É neste quadro, acrescentou, onde surgem outras organizações como a Associação Industrial de Angola, AIA, Associação Para o Progresso e Desenvolvimento das Comunidades em Angola, APDCA, Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola, FMEA, Associação do Agricultores e algumas cooperativas.

 Sustentou que a iniciativa visa recuperar a produção do café, cacau, algodão entre outros produtos que no passado estiveram entres os maiores produtos agrícolas a nível mundial e foram de grande valia para a economia do país.

 “ A produção do café nos anos passados estava na ordem de 200 mil toneladas por ano, actualmente, temos um decréscimo na produção na ordem dos dois por cento e isso, não agrega valor para o crescimento da economia,” lamentou o produtor de café.

Adiantou que tudo acontece por falta de incentivo na produção agrícola e a dependência exclusiva da produção de Petróleo.

“ Surgimos hoje como Federação para mostrarmos que é possível reassumir a produção e potencializar os produtores, bem como recuperar as fazendas que são geradoras de alta empregabilidade e de renda para as famílias nas regiões de maior produção” disse o também coordenador da União Recafé.

Ao debruçar-se sobre a urgência da promoção do café, sublinhou que, dentro da componente da alta empregabilidade no sector da produção do café estima-se que 150 mil pessoas estão empregadas, enquanto que, na produção do algodão existem cerca de 100 mil empregos criados.

Tendo em conta a importância deste segmento na economia, apontou a necessidade do surgimento e, consequentemente, o desafio e o empenho dos fazedores da sociedade civil para enquadrar todos estes elementos na cadeia de produção.

Como prejuízo, frisou que a questão burocrática e administrativa, constituem elementos que emperram ou travam a rápida tramitação de processos jurídicos e administrativos, pois que, ainda não se percebe, o facto de que um produtor, tenha de esperar cerca de três anos para obter um título de concessão de terra, situação que almeja resolvido.

Alfredo Jorge Chaves disse ainda que, “ o Executivo ou a banca ainda não se faz sentir em termos de investimentos, porque é preciso encontrarmos mecanismos comoventes e mais atractivos para reactar essas produções”.

O agricultor solicitou da parte das autoridades governamentais como o Ministério do Urbanismo e Construção, Governos Provinciais e outros para reaver a situação da conceção de terra em tempo recorde, isso para além das taxas que são altíssimas e a falta de informação, despacho e intercâmbio.

 Hoje as políticas são ainda de sonhos, explicou, porque as fazendas têm uma capacidade restrita para congregar outras valências na produção e condição social das famílias residentes nas zonas adjacentes.

Continuamente, avançou tratar-se de centros médicos, escolas, centro de formação e capacitação profissional e também de dar assistência médica e escoamento da produção, bem como melhoria nas vias de acesso de pequenas quilometragens.

“Precisamos de apoio, porque hoje as fazendas atingiram um estado de abandono lamentável, dadas as condições das vias de acesso, falta de financiamento, equipamentos técnicos de trabalho, transporte e de pessoas especializadas na área” concluiu.

 O Kieto Economia apurou que a província do Cuanza Sul produz cerca de 200 toneladas anualmente, e metade do café consumido no mercado nacional vem da província, sendo que grande parte da produção acaba por se deteriorar no campo por falta de colheita e escoamento.

O café é ainda o principal produto agrícola de maior exportação no país, apesar, 
Prosseguiu, afirmando que, o café é ainda o principal produto agrícola de maior exportação no país, apesar do seu estado de desenvolvimento, caracterizado, actualmente, por plantações velhas e pouco produtivas, com dificuldades na assistência técnica e falta de investimentos.

O café é cultivado em várias províncias com características ecológicas diferentes, zona tropical e subtropical, é também uma cultura que se adapta às várias condições ecológicas e métodos de cultivo.

O país produz duas principais espécies de cafeeiros, o robusta (Coffea canephoraP) e arábica (Coffea arabica L), sendo o robusta  cultivado no norte de Angola, nas províncias do Uíge, Malanje, Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, e Cabinda com uma altitude abaixo de 1000 metros.

Já o arábica é cultivado no centro sul e leste do país, propriamente nas províncias do Huambo, Bié, Benguela, Huíla e leste, nomeadamente, nas Lundas norte e sul, zona de expansão com altitude acima de 1000 m.

O Instituto Nacional do Café de Angola, INCA, é uma instituição do Ministério da Agricultura e Florestas criado para assegurar o fomento e a coordenação técnica, o acompanhamento e a execução das políticas traçadas no domínio da fileira do café, palmar, caju e cacau e no desenvolvimento de transferência tecnológica.