Access Bank se torna sócio majoritário do Finibanco, com 80,22% de acções.

A multinacional de origem nigeriana, Access Bank, comprou esta segunda-feira, 28 de Agosto, do português Montepio, os restantes 29,22% de acções que detinha no Finibanco Angola (FNBA), por dez milhões de euros.

O Access Bank depois de ter comprado, em julho do presente ano, parte da participação da caixa económica bancária, S.A. (Banco Montepio), que corresponde a 51 por cento, numa transação que lhe rendeu 17,2 milhões de euros, voltou a adquirir os restantes 29,22 por cento, por dez milhões de euros, tendo se tornado no maior acionista com 80,22 por cento da participação.

A instituição é um banco comercial multinacional nigeriano, de propriedade do Access Bank Group, licenciado pelo Banco Central da Nigéria (CBN), é também o maior banco de África em base de clientes, com mais de 60 milhões de consumidores por todo mundo.

segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, A Caixa Económica Montepio Geral informa o complemento da venda de acções que detinha no FNBA, divulgada ao mercado no passado dia 5 de julho de 2023, por um total de 9.046.807 milhões de kwanzas, equivalente a dez milhões de euros.

O Montepio foi vendido com perdas para o grupo, porém representou melhorias na solvabilidade geral da instituição portuguesa ao retirar ativos de risco do balanço, lê-se no comunicado.
O banco português explica que a transação veio salvar as finanças do Montepio, tendo em conta o impacto do ajuste nos resultados líquidos consolidados no banco face às demonstrações financeiras registadas nos finais de junho, que estiveram em baixa (-86 mil euros).

Com a negociação, a solvabilidade foi reforçada e obteve um  impacto favorável no rácio de capital total, estimado em base de 8 pontos base, espoletado pela diminuição dos ativos ponderados pelo risco.

A aquisição do Finibanco pelo Montepio, em 2010, trouxe consigo uma posição de 80,22% no FNBA. Desde 2015 que o banco português tentava vender esta aparticipação,  tendo chegado a acordo para a venda de apenas 30 por cento ao antigo governador do banco central de Angola (BNA), Mário Palhares, acordo esse que não foi cumprido por falta de pagamento.

Já em 2023, o Montepio conseguiu finalmente vender 51% da sua participação ao Access Bank da Nigéria. Os 29,22% que faltavam, inicialmente destinados a Palhares, conseguiu vendê-los agora a multinacional.

Com o desfecho do acordo, o grupo Montepio deixa de ter qualquer exposição no mercado angolano, refere ainda a instituição financeira portuguesa.

Lê-se de igual modo, no comunicado que o resultado obtido no primeiro semestre foi prejudicado pela venda de 51% do Finibanco Angola, com danos avaliados em 48,3 milhões de euros.

Destarte, todos os bancos viram os lucros disparar, porém a caixa económica bancária, (S.A) apresentou perdas. A venda dos 80,22 por cento da participação no Finibanco Angola pesou mais de 100 milhões de euros nas finanças da instituição portuguesa.

Fonte: CMVM/pt

Access Bank se torna sócio majoritário do Finibanco, com 80,22% de acções

A multinacional de origem nigeriana, Access Bank, comprou esta segunda-feira, 28 de Agosto, do português Montepio, os restantes 29,22% de acções que detinha no Finibanco Angola (FNBA), por dez milhões de euros.

Ago 28, 2023 - 14:39
Última atualização   - 17:26
Access Bank se torna sócio majoritário do Finibanco, com 80,22% de acções
© Fotografia por: DR
Access Bank se torna sócio majótário do Finibanco, com 80,22% de acções

O Access Bank depois de ter comprado, em julho do presente ano, parte da participação da caixa económica bancária, S.A. (Banco Montepio), que corresponde a 51 por cento, numa transação que lhe rendeu 17,2 milhões de euros, voltou a adquirir os restantes 29,22 por cento, por dez milhões de euros, tendo se tornado no maior acionista com 80,22 por cento da participação.

A instituição é um banco comercial multinacional nigeriano, de propriedade do Access Bank Group, licenciado pelo Banco Central da Nigéria (CBN), é também o maior banco de África em base de clientes, com mais de 60 milhões de consumidores por todo mundo.

segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, A Caixa Económica Montepio Geral informa o complemento da venda de acções que detinha no FNBA, divulgada ao mercado no passado dia 5 de julho de 2023, por um total de 9.046.807 milhões de kwanzas, equivalente a dez milhões de euros.

O Montepio foi vendido com perdas para o grupo, porém representou melhorias na solvabilidade geral da instituição portuguesa ao retirar ativos de risco do balanço, lê-se no comunicado.
O banco português explica que a transação veio salvar as finanças do Montepio, tendo em conta o impacto do ajuste nos resultados líquidos consolidados no banco face às demonstrações financeiras registadas nos finais de junho, que estiveram em baixa (-86 mil euros).

Com a negociação, a solvabilidade foi reforçada e obteve um  impacto favorável no rácio de capital total, estimado em base de 8 pontos base, espoletado pela diminuição dos ativos ponderados pelo risco.

A aquisição do Finibanco pelo Montepio, em 2010, trouxe consigo uma posição de 80,22% no FNBA. Desde 2015 que o banco português tentava vender esta aparticipação,  tendo chegado a acordo para a venda de apenas 30 por cento ao antigo governador do banco central de Angola (BNA), Mário Palhares, acordo esse que não foi cumprido por falta de pagamento.

Já em 2023, o Montepio conseguiu finalmente vender 51% da sua participação ao Access Bank da Nigéria. Os 29,22% que faltavam, inicialmente destinados a Palhares, conseguiu vendê-los agora a multinacional.

Com o desfecho do acordo, o grupo Montepio deixa de ter qualquer exposição no mercado angolano, refere ainda a instituição financeira portuguesa.

Lê-se de igual modo, no comunicado que o resultado obtido no primeiro semestre foi prejudicado pela venda de 51% do Finibanco Angola, com danos avaliados em 48,3 milhões de euros.

Destarte, todos os bancos viram os lucros disparar, porém a caixa económica bancária, (S.A) apresentou perdas. A venda dos 80,22 por cento da participação no Finibanco Angola pesou mais de 100 milhões de euros nas finanças da instituição portuguesa.

Fonte: CMVM/pt