BNA passa a 'pente fino' operações que indiciem lavagem de dinheiro na banca angolana e conclui que o risco é "médio".

Uma avaliação do Banco Nacional de Angola (BNA) concluiu que o exercício de risco para o financiamento do terrorismo nos bancos comerciais é médio, isto resulta de um nível de ameaças médio e vulnerável.

O sector de Risco de Branqueamento de Capitais no âmbito da implementação do sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa, é determinado com base na combinação de ameaças e vulnerabilidades.

Relativamente ao risco de branqueamento de capitais, as instituições financeiras bancárias apresentam um nível de risco alto. E, são obrigadas a realizar, internamente, avaliações de risco para que tenham conhecimento do risco a que estão expostas.

De acordo com o Banco Mundial, as avaliações de risco sectorial foram conduzidas com recurso à metodologia de avaliação de risco do BM. E, para se evitar futuros riscos, o banco central deve definir e implementar as medidas necessárias à sua mitigação.

Estas medidas incluem o aumento das acções de consciencialização dos colaboradores sobre as tipologias e indicadores de suspeição relacionados ao branqueamento de capitais, providenciar actualizações regulares para o órgão de gestão sobre a exposição da instituição financeira ao risco de branqueamento, instituir políticas, procedimentos e processos internos claros para facilitar a identificação e disseminação informações à UIF de eventuais actividades relacionadas com o branqueamento, adequar as ferramentas de prevenção, tornando-as mais robustas para monitorizar clientes e transacções proporcionais a estes riscos e calibrar as matrizes de risco. 

Entretanto, as instituições financeiras não bancárias apresentam um nível de risco médio-alto. Já as não bancárias, mas que estão sobre supervisão do BNA, o seu nível de risco é baixo, e para os prestadores de serviços de pagamento (móveis), prestadores de serviços de remessas apresentam um nível de risco médio, com tendência para alto, fruto da ponderação de ameaças média-alta e vulnerabilidade média-alta igualmente.

BNA passa a 'pente fino' operações que indiciem lavagem de dinheiro na banca angolana e conclui que o risco é "médio"

Uma avaliação do Banco Nacional de Angola (BNA) concluiu que o exercício de risco para o financiamento do terrorismo nos bancos comerciais é médio, isto resulta de um nível de ameaças médio e vulnerável.

Jun 18, 2024 - 11:01
Última atualização   - 12:22
BNA passa a 'pente fino' operações que indiciem lavagem de dinheiro na banca angolana e conclui que o risco é "médio"
© Fotografia por: DR
BNA passa a 'pente fino' operações que indiciem lavagem de dinheiro na banca angolana e conclui que o risco é

O sector de Risco de Branqueamento de Capitais no âmbito da implementação do sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa, é determinado com base na combinação de ameaças e vulnerabilidades.

Relativamente ao risco de branqueamento de capitais, as instituições financeiras bancárias apresentam um nível de risco alto. E, são obrigadas a realizar, internamente, avaliações de risco para que tenham conhecimento do risco a que estão expostas.

De acordo com o Banco Mundial, as avaliações de risco sectorial foram conduzidas com recurso à metodologia de avaliação de risco do BM. E, para se evitar futuros riscos, o banco central deve definir e implementar as medidas necessárias à sua mitigação.

Estas medidas incluem o aumento das acções de consciencialização dos colaboradores sobre as tipologias e indicadores de suspeição relacionados ao branqueamento de capitais, providenciar actualizações regulares para o órgão de gestão sobre a exposição da instituição financeira ao risco de branqueamento, instituir políticas, procedimentos e processos internos claros para facilitar a identificação e disseminação informações à UIF de eventuais actividades relacionadas com o branqueamento, adequar as ferramentas de prevenção, tornando-as mais robustas para monitorizar clientes e transacções proporcionais a estes riscos e calibrar as matrizes de risco. 

Entretanto, as instituições financeiras não bancárias apresentam um nível de risco médio-alto. Já as não bancárias, mas que estão sobre supervisão do BNA, o seu nível de risco é baixo, e para os prestadores de serviços de pagamento (móveis), prestadores de serviços de remessas apresentam um nível de risco médio, com tendência para alto, fruto da ponderação de ameaças média-alta e vulnerabilidade média-alta igualmente.