Movicel completa seis meses sem pagar salários a colaboradores e tem várias lojas encerradas na capital.

Um sinal evidente da derrocada da Movicel é o desaparecimento da opção de carregamento de saldo nas máquinas de pagamento automático (ATMs), numa altura em que altos quadros da operadora mais de 400 trabalhadores estão, desde finais de Dezembro, sem remuneração. 

A Movicel, empresa participada do Estado através da Angola Telecom e do Instituto Nacional de Segurança Social, já completou seis meses que não paga salários aos seus colaboradores e acumula várias dívidas de pagamento de rendas das lojas, que, neste momento, estão encerradas na capital, soube o Kieto Economia de várias fontes. 

Esta pressão está a forçar os colaboradores daquela companhia que era a segunda em termos de quota de mercado no País a manifestarem contra os gestores e o Governo. 

De acordo com as fontes ouvidas por este Jornal, até finais de Maio, a empresa fechava o sexto mês que não libertava os vencimentos aos seus trabalhadores. Aliás, pela capital, grande parte das lojas afectas à companhia – que operavam em regime de aluguer – estão encerradas. 

Ou seja, há muito tempo que os fluxos de caixa da empresa caíram, já que várias operações, incluindo a venda de saldo através dos ATMs, deixaram de estar disponíveis. 

Segundo dados disponíveis em vários canais de notícias alternativas, o Governo, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), garante que está à procura de um parceiro para ajudar a "salvar" a operadora de telefonia móvel Movicel da falência, numa altura em que cerca de 400 trabalhadores não recebem salários desde o passado mês de Janeiro e muitos estão a ser mandados para casa sem indemnização. 

Entretanto, e citados pela Novo Jornal, os trabalhadores da Movicel garantem que a operadora já perdeu mais de 90% da sua base de clientes e que agora tem já várias lojas encerradas no País.

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário da Silva Oliveira, disse, por sua vez, à margem da 4.ª edição do maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações promovido pelo Governo, o Angotic 2024, que o Governo está à procura de parceiros para "salvar" a Movicel da falência.

"Temos estado a trabalhar para que a Movicel ocupe o seu espaço no País. Porque é um activo importante. Estamos a procurar um parceiro que vai ajudar-nos a tirar a Movicel do marasmo em que se encontra", disse o ministro.
 
Segundo o ministro Mário da Silva Oliveira, nesse capítulo, o Governo já ultrapassou várias barreiras, "embora pareça que não".  "Já ultrapassámos várias barreiras do ponto de vista negocial, do tratamento das outras questões para que o parceiro se junte a nós e juntos possamos trabalhar para a Movicel ocupar o seu lugar. Até aqui, o que tem acontecido nas negociações nos satisfaz", assegurou o ministro, em declarações à TPA. 

Ainda assim, vários funcionários da Movicel disseram que desde que entrou no mercado a quarta operadora de telefonia móvel, a Movicel perdeu a sua carteira de clientes por "má gestão da administração". "Estamos agora no sexto mês sem salários. A Movicel está em decadência absoluta por conta da má gestão da administração, que nada tem feito para assegurar a operadora", contou um alto funcionário da empresa.

Com Agências

Movicel completa seis meses sem pagar salários a colaboradores e tem várias lojas encerradas na capital

Um sinal evidente da derrocada da Movicel é o desaparecimento da opção de carregamento de saldo nas máquinas de pagamento automático (ATMs), numa altura em que altos quadros da operadora mais de 400 trabalhadores estão, desde finais de Dezembro, sem remuneração. 

Jun 18, 2024 - 16:49
Última atualização   - 16:50
Movicel completa seis meses sem pagar salários a colaboradores e tem várias lojas encerradas na capital
© Fotografia por: DR
Movicel completa seis meses sem pagar salários a colaboradores e tem várias lojas encerradas na capital

A Movicel, empresa participada do Estado através da Angola Telecom e do Instituto Nacional de Segurança Social, já completou seis meses que não paga salários aos seus colaboradores e acumula várias dívidas de pagamento de rendas das lojas, que, neste momento, estão encerradas na capital, soube o Kieto Economia de várias fontes. 

Esta pressão está a forçar os colaboradores daquela companhia que era a segunda em termos de quota de mercado no País a manifestarem contra os gestores e o Governo. 

De acordo com as fontes ouvidas por este Jornal, até finais de Maio, a empresa fechava o sexto mês que não libertava os vencimentos aos seus trabalhadores. Aliás, pela capital, grande parte das lojas afectas à companhia – que operavam em regime de aluguer – estão encerradas. 

Ou seja, há muito tempo que os fluxos de caixa da empresa caíram, já que várias operações, incluindo a venda de saldo através dos ATMs, deixaram de estar disponíveis. 

Segundo dados disponíveis em vários canais de notícias alternativas, o Governo, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), garante que está à procura de um parceiro para ajudar a "salvar" a operadora de telefonia móvel Movicel da falência, numa altura em que cerca de 400 trabalhadores não recebem salários desde o passado mês de Janeiro e muitos estão a ser mandados para casa sem indemnização. 

Entretanto, e citados pela Novo Jornal, os trabalhadores da Movicel garantem que a operadora já perdeu mais de 90% da sua base de clientes e que agora tem já várias lojas encerradas no País.

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário da Silva Oliveira, disse, por sua vez, à margem da 4.ª edição do maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações promovido pelo Governo, o Angotic 2024, que o Governo está à procura de parceiros para "salvar" a Movicel da falência.

"Temos estado a trabalhar para que a Movicel ocupe o seu espaço no País. Porque é um activo importante. Estamos a procurar um parceiro que vai ajudar-nos a tirar a Movicel do marasmo em que se encontra", disse o ministro.
 
Segundo o ministro Mário da Silva Oliveira, nesse capítulo, o Governo já ultrapassou várias barreiras, "embora pareça que não".  "Já ultrapassámos várias barreiras do ponto de vista negocial, do tratamento das outras questões para que o parceiro se junte a nós e juntos possamos trabalhar para a Movicel ocupar o seu lugar. Até aqui, o que tem acontecido nas negociações nos satisfaz", assegurou o ministro, em declarações à TPA. 

Ainda assim, vários funcionários da Movicel disseram que desde que entrou no mercado a quarta operadora de telefonia móvel, a Movicel perdeu a sua carteira de clientes por "má gestão da administração". "Estamos agora no sexto mês sem salários. A Movicel está em decadência absoluta por conta da má gestão da administração, que nada tem feito para assegurar a operadora", contou um alto funcionário da empresa.

Com Agências