Banqueiros consideram estabilidade do kwanza essencial para o ambiente de negócio.

A estabilidade da moeda nacional (kwanza) foi um dos factores considerado por gestores da Banca angolana, como elemento fundamental para o bom funcionamento do mercado de capitais.

Este posicionamento foi feito no XIII fórum da Banca do Expansão, realizado, recentemente, em Luanda com o lema “ O impacto das privatizações e da entrada em bolsa dos bancos comerciais".

Durante o debate, o Diretor Executivo do Banco Angolano de Investimentos (BAI), Luís Lélis disse que para haver maior investimento na bolsa, é crucial que o governo deve reaver a questão das garantias reais, dos títulos de propriedade, entre outras.  

Aquele responsável, sustentou que o governo reavendo as questões acima mencionadas, o país terá um mercado de capitias mais activo e uma economia mais atractiva.

Por seu turno, o  PCE do Banco Millennium Atlântico, Miguel Raposo Alves, afirma que a estabilidade do kwanza é fundamental para o bom desempenho dos mercados financeiros, numa fase em que o País regista uma queda  da moeda, tendo depreciado cerca de 39% desde Janeiro do corrente ano.
Por sua vez, o líder do Caixa Angola, Plácido Pires, considera que manter a moeda estável é fundamental para as perspectivas de rentabilidade, impulsionará os investidores a entrarem no mercado nacional e a capitalizar as finanças.

Apontou também que estas perspectivas de rentabilidade, dependem do tipo de moeda ou do peso cambial da moeda no mercado continental e internacional, relegando o kwanza, dada a situação macro-económica.

Deu a conhecer, que para o bom funcionamento do mercado de capitias seria desejável que houvesse estabilidade dos preços, sobretudo quando se está perante investidores internacionais.
De acordo com uma fonte do Banco Nacional de Angola (BNA) o País vem a registar desde finais do ano passado, uma forte redução das receitas de exportação e a ausência do Tesouro Nacional no mercado cambial.

Esta realidade, avança a fonte, provocou com o Kwanza depreciasse cerca de 30 porcento, face as principais moedas internacionais, Euro e Dólares, acompanhado pela diminuição dos subsídios à gasolina, que tiveram impacto sobre os preços, provocando uma aceleração da taxa de inflação.

O Kwanza tornou-se na segunda moeda africana com pior desempenho no final do primeiro semestre, num momento em que há uma aceleração da taxa de inflação, tendo obrigado o Banco Nacional de Angola a prever em alta objectivo para 12 a 14 por cento, tendo em conta a celeração com que a moeda depreciou ao longo do ano corrente.

Fonte: Jornal Expansão

Banqueiros consideram estabilidade do kwanza essencial para o ambiente de negócio

A estabilidade da moeda nacional (kwanza) foi um dos factores considerado por gestores da Banca angolana, como elemento fundamental para o bom funcionamento do mercado de capitais.

Ago 2, 2023 - 17:04
Última atualização   - 12:09
Banqueiros consideram estabilidade do kwanza essencial para o ambiente de negócio
© Fotografia por: DR
Banqueiros consideram estabilidade do kwanza essencial para o ambiente de negócio

Este posicionamento foi feito no XIII fórum da Banca do Expansão, realizado, recentemente, em Luanda com o lema “ O impacto das privatizações e da entrada em bolsa dos bancos comerciais".

Durante o debate, o Diretor Executivo do Banco Angolano de Investimentos (BAI), Luís Lélis disse que para haver maior investimento na bolsa, é crucial que o governo deve reaver a questão das garantias reais, dos títulos de propriedade, entre outras.  

Aquele responsável, sustentou que o governo reavendo as questões acima mencionadas, o país terá um mercado de capitias mais activo e uma economia mais atractiva.

Por seu turno, o  PCE do Banco Millennium Atlântico, Miguel Raposo Alves, afirma que a estabilidade do kwanza é fundamental para o bom desempenho dos mercados financeiros, numa fase em que o País regista uma queda  da moeda, tendo depreciado cerca de 39% desde Janeiro do corrente ano.
Por sua vez, o líder do Caixa Angola, Plácido Pires, considera que manter a moeda estável é fundamental para as perspectivas de rentabilidade, impulsionará os investidores a entrarem no mercado nacional e a capitalizar as finanças.

Apontou também que estas perspectivas de rentabilidade, dependem do tipo de moeda ou do peso cambial da moeda no mercado continental e internacional, relegando o kwanza, dada a situação macro-económica.

Deu a conhecer, que para o bom funcionamento do mercado de capitias seria desejável que houvesse estabilidade dos preços, sobretudo quando se está perante investidores internacionais.
De acordo com uma fonte do Banco Nacional de Angola (BNA) o País vem a registar desde finais do ano passado, uma forte redução das receitas de exportação e a ausência do Tesouro Nacional no mercado cambial.

Esta realidade, avança a fonte, provocou com o Kwanza depreciasse cerca de 30 porcento, face as principais moedas internacionais, Euro e Dólares, acompanhado pela diminuição dos subsídios à gasolina, que tiveram impacto sobre os preços, provocando uma aceleração da taxa de inflação.

O Kwanza tornou-se na segunda moeda africana com pior desempenho no final do primeiro semestre, num momento em que há uma aceleração da taxa de inflação, tendo obrigado o Banco Nacional de Angola a prever em alta objectivo para 12 a 14 por cento, tendo em conta a celeração com que a moeda depreciou ao longo do ano corrente.

Fonte: Jornal Expansão