Economistas responsambilizam governo pelo recorrente atraso salarial.

Os constantes atrasos salariais que se registam ultimamente no pagamento dos salários da função pública em Angola é considerado como resultado da má gestão do Executivo angolano, afirmaram, quarta-feira, economistas de renome à voz da América (VOA).

Na entrevista, o economista angolano, Heitor de Carvalho que actualmente coordena o centro de investigação económica da Universidade Lusíada de Angola, realçou que, vários especialistas da área económica alertaram o Executivo para conter e ter prudência nos gastos porque a qualquer momento haveria um colapso nas contas, mas mesmo assim, o fatal aconteceu.

Adiantou que o país teve uma receita extraordinária enorme de rendimentos petróliferos e ao invés de guardar, gastou completamente a “turva”, quando se precisou ter reservas para não deixar desvalorizar o kwanza e para pagar salários já não tinha dinheiro.

O especialista frisou que o Estado, nestas condições, vai tentar encontrar receitas através de mais dívidas e não vai ter quem o empreste ou então os empréstimos serão muito mais caro, por isso, a especulação vai deitar ainda mais  a baixo a taxa de câmbio, o que vai fazer com que os preços subam brutalmente.

“ O BNA está ficar sem reservas, nunca se pensou que fosse tão violento e tão rapído, num país que tem muitas incertezas” desabafou. 
Por sua vez, o professor e  economista da Universidade Catolica, Carlos Rosado deu a conhecer que “ Nós tivemos um tempo de suspensão de serviços da dívida por causa da COVID-19 e agora estão a retomar os pagamentos, isso tem consequências, parece que há aqui também uma parte de má gestão e desorganização”. 

Revelou que o Ministério das finanças não presta contas desde Junho de 2022 e, portanto, salientou que, os angolanos tem conhecimento como as contas andam, e isso são os reais motivos desta falta de liquedez.

Já o professor do sector económico, Eduardo Nkosi, reiterou a culpa dos atrasos dos saláriais da função publica, a má governação da coisa pública no país e isto, prevendo consequencias como,  reevindicações sociais, sendo actualmente, uma certeza.

Neste momento, acrescentou, o que prevíamos está acontecer, o preço a subir e o kwanza a perder o seu valor, face ao  dólar norte-americano, mesmo se o governo tomasse a decisão de aumentar os salários, não teria nenhum impacto atendendo a depreciação da moeda.
Segundo, investigador da Universidade Lusíada de Angola, Neru Sandambi, andou-se a gastar dinheiro “torta a direita” e quando chega o momento de pagar os ordenados não têm dinheiro, ao qual, considerou um desperdício, muitas despesas supérflua, desnecessárias e a posterior, aprova-se tantos créditos adicionais perdendo para despesas supérflua também.

Fontes do governo citadas pela imprensa nacional advertem que a situação dos atrasos pode voltar a ocorrer no final deste mês e nos próximos tempos, já que a situação ainda não foi resolvida.

Fonte:  A voz da América (VOA)

Economistas responsambilizam governo pelo recorrente atraso salarial

Os constantes atrasos salariais que se registam ultimamente no pagamento dos salários da função pública em Angola é considerado como resultado da má gestão do Executivo angolano, afirmaram, quarta-feira, economistas de renome à voz da América (VOA).

Jun 23, 2023 - 09:35
Economistas responsambilizam governo pelo recorrente atraso salarial
© Fotografia por: DR
Economistas responsambilizam governo pelo recorrente atraso salarial

Na entrevista, o economista angolano, Heitor de Carvalho que actualmente coordena o centro de investigação económica da Universidade Lusíada de Angola, realçou que, vários especialistas da área económica alertaram o Executivo para conter e ter prudência nos gastos porque a qualquer momento haveria um colapso nas contas, mas mesmo assim, o fatal aconteceu.

Adiantou que o país teve uma receita extraordinária enorme de rendimentos petróliferos e ao invés de guardar, gastou completamente a “turva”, quando se precisou ter reservas para não deixar desvalorizar o kwanza e para pagar salários já não tinha dinheiro.

O especialista frisou que o Estado, nestas condições, vai tentar encontrar receitas através de mais dívidas e não vai ter quem o empreste ou então os empréstimos serão muito mais caro, por isso, a especulação vai deitar ainda mais  a baixo a taxa de câmbio, o que vai fazer com que os preços subam brutalmente.

“ O BNA está ficar sem reservas, nunca se pensou que fosse tão violento e tão rapído, num país que tem muitas incertezas” desabafou. 
Por sua vez, o professor e  economista da Universidade Catolica, Carlos Rosado deu a conhecer que “ Nós tivemos um tempo de suspensão de serviços da dívida por causa da COVID-19 e agora estão a retomar os pagamentos, isso tem consequências, parece que há aqui também uma parte de má gestão e desorganização”. 

Revelou que o Ministério das finanças não presta contas desde Junho de 2022 e, portanto, salientou que, os angolanos tem conhecimento como as contas andam, e isso são os reais motivos desta falta de liquedez.

Já o professor do sector económico, Eduardo Nkosi, reiterou a culpa dos atrasos dos saláriais da função publica, a má governação da coisa pública no país e isto, prevendo consequencias como,  reevindicações sociais, sendo actualmente, uma certeza.

Neste momento, acrescentou, o que prevíamos está acontecer, o preço a subir e o kwanza a perder o seu valor, face ao  dólar norte-americano, mesmo se o governo tomasse a decisão de aumentar os salários, não teria nenhum impacto atendendo a depreciação da moeda.
Segundo, investigador da Universidade Lusíada de Angola, Neru Sandambi, andou-se a gastar dinheiro “torta a direita” e quando chega o momento de pagar os ordenados não têm dinheiro, ao qual, considerou um desperdício, muitas despesas supérflua, desnecessárias e a posterior, aprova-se tantos créditos adicionais perdendo para despesas supérflua também.

Fontes do governo citadas pela imprensa nacional advertem que a situação dos atrasos pode voltar a ocorrer no final deste mês e nos próximos tempos, já que a situação ainda não foi resolvida.

Fonte:  A voz da América (VOA)

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